A Nova Era da Moda

Quando pensamos em moda, logo vem na cabeça as grandes marcas e as tendências que entram e saem muito rapidamente, fazendo com que você sinta a necessidade de estar sempre atualizado e consumindo o que está em ''alta''. O capitalismo moderno instaurou a cultura do ''ter'' e, a partir disso, somos bombardeados e induzidos a todo segundo a consumir. Na indústria da moda também é assim que acontece. O consumo desenfreado gera uma extrema ansiedade, e necessidade de "comprar para acumular". Essa ansiedade gerada tem deixado a sociedade e o meio ambiente esgotados.


Todo consumo tem impactos e quando incentivamos o "fast fashion", enriquecemos apenas os donos das grandes empresas, enquanto quem produz essas roupas (que quase sempre estão em países sem muitas leis trabalhistas) não está sendo remunerado de forma justa, e, além disso, está trabalhando em condições extremamente sub-humanas. Sem contar os impactos ambientais, sendo a indústria têxtil a segunda mais poluente do mundo. Quando compramos uma roupa nova, dificilmente paramos para pensar nesses fatores, e com isso, inconscientemente, apoiamos todo esse processo destrutivo em todos os sentidos.


Passamos por um momento de crise e de grandes mudanças, onde começamos a abrir os olhos para o que acontece ao redor, pensando cada vez mais em alternativas de redução de danos. Existem formas mais sustentáveis de consumir moda, como por exemplo comprar de pequenos produtores, incentivar o comércio local e comprar de brechós.


Quando você compra uma peça usada ou repassa uma sua, você está automaticamente aumentando o ciclo de vida dessa roupa. Essa ação, diminui a compra de peças novas e, consequentemente, diminui a produção. Além de uma prática sustentável, comprar de brechó tem outras vantagens como a de ter acesso a peças exclusivas e economizar dinheiro.


Por muito tempo, vestir roupa usada era considerado anti-higiênico, ou acreditavam que trazia "más energias", mas hoje existem os brechós com curadoria, onde as peças são garimpadas (geralmente) em bazares e instituições beneficentes e depois passam por todo um processo de higienização, e restauração, antes de serem colocadas a venda.


É hora de ressignificar a moda, de questionar e consumir com responsabilidade, sem excessos! A nova era é agora, MAIS MODA, MENOS ROUPA!



por Isadora Porto

@doragarimpeira


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